quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Trabalhando e cumprindo a lei de cotas!

E-commerce com sustentabilidade e Responsabilidade Social



O comércio é uma das atividades mais antigas da humanidade. Desde os tempos bíblicos os fenícios já levavam e traziam mercadorias pra baixo e pra cima, depois os chineses, ingleses, enfim, comprar e vender produtos não tem nada de muito novo.
O que vai mudando ao longo do tempo é o formato da atividade. Com a Web as plataformas ficaram digitais, as vitrines se virtualizaram mas boa parte da atividade ainda continua profundamente ligada ao mundo real. Afinal a entrega é feita por via terrestre ou aérea e ainda consome-se muito carbono até que o "livro" chegue lá em casa!

Os bastidores do comércio são feitos de várias etapas: o mapeamento dos procedimentos da operação, o organograma dos passos do atendimento, a segurança do processo, mas o que tem me interessado ultimamente é outra coisa.

É possível encontrar um arranjo para colocar atendentes portadores de necessidades especiais para realizar as atividades de backstage do negócio de e-commerce trabalhando home office?

De imediato a resposta é sim! No atendimento do SAC, no pós-venda e no monitoramento da reputação da marca nas mídias sociais. Isso apenas para começar. É claro que há muitos outros.
Já de saída, um trabalho home office tem uma pegada muito mais sustentável, pois envolve deslocamento zero e portanto carbono livre. Ponto pro Home Office.

E do ponto de vista da Responsabilidade Social?

No Brasil há uma lei que completa agora 20 anos. ( 8.213/91) que estabelece cotas para contratação de PNE - pessoas com necessidades especiais - pelas empresas. A intenção da lei é ótima, mas não está sendo cumprida em sua totalidade.
Só para ficar apenas num exemplo de apenas uma cidade, segundo dados da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, a cidade tem hoje em torno de 10% de sua população com algum tipo de deficiência. Esse percentual supera 1 milhão de pessoas.
Só na cidade de São Paulo! Um milhão de pessoas é muita gente. Vamos considerar que de todo esse conjunto de pessoas, apenas uns 800.000 estejam em idade produtiva. Se todo esse pessoal fosse colocado no estádio do Morumbi - que tem capacidade para 80.000 - ele encheria mais de 10 vezes.

E dai?

Daí que empresas - que por obrigação tem que cumprir a lei de cotas - estão preferindo pagar altas multas pelo não cumprimento. Bota alta nisso!
Segundo o Ministério Público do Trabalho tem empresa pagando em torno de R$1,2 milhão. De multa!?
Bem, diante desses fatos, por que não juntar as duas pontas - a da legislação e do e-commerce - e criar uma condição de trabalho digna e legal e totalmente viável do ponto de vista da Responsabilidade Social?
Os grandes gurus de negócios não vivem falando em relação ganha-ganha? Taí uma boa oportunidade de todos ganharem.
Um dos problemas que as empresas alegam é a dificuldade da acessibilidade dos PNE. Bem a implantação de uma estação de trabalho em casa elimina esse argumento na raiz. Já faz tempo que há tecnologia de sobra para que todos os procedimentos do e-commerce sejam feitos remotamente e o cadeirante, por exemplo, pode trabalhar perfeitamente de um computador interligado em rede de sua casa. E cumprir todas as metas de produtividade!

Já é possível, no discurso e na prática, praticar a sustentabilidade e a Responsabilidade Social.

Acredito piamente que o mundo é movido por idéias inovadoras. Foram as idéias que fizeram a humanidade chegar até aqui e será através delas que vamos continuar a nossa evolução. Fazer o e-commerce ser uma atividade ganha-ganha para todos os atores do processo só requer um mínimo de inteligência e boa vontade. O resto é mimimi.

E você, conhece empresas que contratam PNE? Quais são elas?

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